Revista Festas Infantis da Editora Casa Dois - Edição 39

Mãos de fada
Bel Godinho conta como que a arte de esculpir se enraizou em sua vida.

A paulistana “da garoa” Bel Godinho, não imaginava, há mais de 28 anos, que seria reconhecida no mercado de festas infantis.

Formada em Educação Física, abandonou a profissão assim que sua filha nasceu e passou a se dedicar às artes.
“Comecei a fazer pintura decorativa em quartos de bebês e, por insistência das editoras, passei a criar festas infantis para várias revistas”, conta.

Filha de comerciantes, desde menina Bel fazia artesanatos para vender. A arte já era sua paixão. “Lembro sempre que uma pesquisa de mercado que me informaram na época que comecei: a área de eventos e festas é uma das que mais vão crescer no Brasil”, recorda. Desde então, estudos e pesquisas na área passaram a ser constantes no dia a dia de Bel.

A primeira decoração criada por ela foi para sua filha, hoje com 28 anos. “Fiz a festa do palhacinho. Na época, era tudo feito em papel e tinha a “força” da bisavó dela , que era uma italiana que adorava festança”, comenta.
A decoradora é especialista em cursos de isopor e executa alguns trabalhos de esculturas para vitrines e agências de publicidade. Em seu ateliê, ministra aulas que ensinam técnicas de isopor, produz apostilas com projetos de enfeites, e tem vídeo-cursos de isopor e fibra de vidro. Além disso desenvolve criações para revistas e programas de televisão, sempre em parceria com indústrias que desenvolvem equipamentos e matérias-primas para o seguimento. “Os setores que pagam melhor pelo serviço do escultor de isopor são as agências de publicidade e decoração de vitrines de comércios.”

Sobre o futuro do mercado de festas infantis, a decoradora ressalta que tem boas perspectivas, pois nota que está em crescimento.

Sempre bastante comunicativa, Bel se relaciona com vários profissionais da área e fabricantes, visita feiras e se utiliza da internet para manter-se atualizada.

Para a decoradora, os temas da moda são: Bem 10, Fada Sininho, Moranguinho e Moranguinho Baby, Peter Pan, Carros Disney e Urso Pooh. “Os clássicos também são sempre pedidos, como Cinderela, Branca de Neve, Pequena Sereia e Princesas. Alice no País das Maravilhas entrou na moda com o filme, e o Pequeno Príncipe agrada aos alternativos”, considera.

Entre os trabalhos que mais gostou de fazer, a artista destaca: “foi o Buda, esculpido a partir de um grande bloco de isopor e pintado de dourado”.

Para cada trabalho, Bel aponta uma inspiração: “sempre penso o que a criança vai achar. Um dos lemas da minha vida é fazer o bem!”.

Com quase 3 décadas de experiência na área, a decoradora já passou por diversas situações, algumas curiosas, outras engraçadas e, hoje, recorda uma que sempre a faz rir. “Lembro de uma história que aconteceu logo no comecinho de minha carreira, quando eu alugava festinhas. O aniversário foi em uma chácara, e a mesa temática da floresta estava montada lá. Começou o ‘Parabéns’ e a cliente me pediu para tirar fotos com a máquina dela. Aceitei e fiquei a postos. Do outro lado da mesa, um painel de girafinha descolou da parede. De pronto, um dos convidados pegou o painel, olhou para o alto, viu um daqueles ferros de cortina espetado na parede e espetou a testa da girafa nele. Então, eu logo vi aquele ferro transpassando o painel, atravessando a girafa. Imagine a minha situação”, brinca.

Publicado em setembro/2010

Texto: Janaina Medeiros

Pingue-Pongue

O que lhe deixa feliz: estar com os pés na areia olhando o mar.
O que lhe deixa triste: ver o lixo que as pessoas jogam na rua.
Trabalho que gostaria de fazer: do tema Fifi e Floriguinhos
Sua inspiração: amor ao próximo
Bel Godinho em uma palavra: guerreira
Saudades: de velejar
Lugar que gostaria de conhecer: Bahia e Itália
Para quem montaria uma festa: meu neto
Dificuldade do mercado: fazer alguns clientes acreditarem que ainda existem profissionais honestos, principalmente quem está começando na profissão.

Revista Mãos de Ouro da Editora Abril - Edição 31

Entre nessa festa
Conheça o mundo da festeira Bel Godinho, povoado de castelos, princesas, fadas e muitos e muitos bichinhos que alegram e enfeitam o aniversário da criançada.

Para a festeira Bel Godinho, a descoberta do artesanato se deu aos 10 anos de idade quando, na escola, pintou uma estátua de gesso. Gostou tanto da experiência e do resultado que fez outras peças para vender. Entusiasmada com o retorno, seguiu pincelando camisetas e panôs para quartos infantis, dando os primeiros passos em direção à sua independência financeira. Na seqüência, tornou-se professora, responsável pela recreação de uma escola infantil onde, com sua ajuda, teve a pintura comum dos muros e das paredes das salas de aula substituída por alegres paisagens.

Aproveitando essa experiência, Bel caprichou também na decoração do quarto da filha que estava para nascer. Um amigo decorador sugeriu-lhe usar esse talento profissionalmente e a sugestão foi aceita.

Nessa nova fase, como complemento da pintura em paredes, Bel passou a criar acessórios para quartos infantis que ela mandava recortar em madeira e depois coloria. Eram cabides, porta-retratos e lousas, entre outros objetos.

Pensando em dar impulso à carreira, em 1987, resolveu mostrar seu trabalho para uma revista de artesanato. as peças foram publicadas e, pouco tempo depois, recebeu a proposta de criar uma festa infantil. Os primeiros trabalhos eram constituídos de desenhos pintados em cartolina e colados sobre o isopor. Foi um sucesso! Bel gostou de trabalhar com esse novo material, o isopor, e para explorá-lo melhor se lançou à experiência da escultura. Até chegar na forma ideal, muitos bichos viraram monstrinhos e tiveram que ser refeitos inúmeras vezes.

Dominada a técnica, começaram a chegar pedidos de aulas. Paralelo ao curso, ela estudou, pesquisando livros de arte, de histórias infantis, de pintura e até hidráulica e iluminação para poder montar peças com luzes, movimentos e quedas d'água. Hoje, ao criar uma decoração, Bel desenvolve um projeto quase arquitetônico. Depois de escolher o tema, cuidadosamente determina os elementos de composição da mesa, do painel e do ambiente. Em separado, cada um desses elementos são meticulosamente desenhados obedecendo uma proporção para que a decoração fique harmoniosa. Só então, com tudo bem definido, ela parte para a execução efetiva, fazendo os moldes, recortando e esculpindo as peças.

Toda essa experiência é repartida com seus alunos: mil, ao longo de cinco anos. Bel também oferece cursos à distância, através de apostilas, e ainda fornece moldes de castelos, personagens variados, árvores, bichos e tudo o que for solicitado, desenhados em tamanho natural. Ela também produziu um vídeo, ensinando passo a passo como montar uma festa completa. Segundo ela, para se dar bem nessa área, é preciso gostar de artesanato. Depois, ter paciência e perseverança, porque o trabalho é demorado. Um castelo, por exemplo, pode levar até dez dias para ser concluído.

Publicado em novembro/1999

Texto: Virgínia Guedes

 
Revista Enfeites Para Festa da Editora Escala - Edição 5

Fabricando sonhos
Em 20 anos de atividade, a festeira Bel Godinho já perdeu as contas de quantos trabalhos criou, mas sabe que fez muita gente feliz transformando sonhos em realidade.

O interesse pela arte surgiu muito cedo na vida da paulista Bel Godinho, quando ela ainda tinha dez anos de idade e passou a se interessar por desenho e pintura. Os trabalhos realizados em gesso, panôs e camisetas já indicavam sua inclinação para áreas infantis. Mas foi bem mais tarde, já adulta, que Bel passou a encarar sua arte como atividade profissional: "Além de pintura em paredes, comecei a criar acessórios para quartos infantis, vitrines e estandes de feiras, utilizando papel, tecido, madeira e isopor como matéria-prima", lembra.

Depois de conquistar um grande número de clientes com a qualidade dos trabalhos que desenvolvia, a artesã passou a desenvolver peças para revistas especializadas em decoração de festas infantis. "Foram mais de 80 publicações", diz ela. Daí a ministrar cursos sobre as técnicas desenvolvidas não demorou muito. impulsionada pelo sucesso de suas criações no mercado, Bel Godinho passou a dividir com seus alunos toda a experiência adquirida ao longo dos anos produzindo, além dos inúmeros enfeites para decoração de festas, apostilas e vídeos.

Hoje, depois de vinte anos atuando na área de festas, Bel se sente realizada profissionalmente, principalmente por poder trabalhar com os sonhos de seus clientes. "Nós festeiros trabalhamos com crianças, pais, avós e tias que tentam trazer para dentro de um salão e para cima de uma mesa os sonhos que estão difíceis de encontrar nas notícias da TV".

Publicado em outubro/2002

Texto: Gyselly Mendes

 
Entrevista para o site Artesanato na Rede
 
Bel Godinho
Aos 10 anos, Bel Godinho pintou uma estátua de gesso na escola, se encantou com o resultado e começou a fazer peças para vender. O bom resultado fez com que ela começasse a pintar também camisetas e panôs para quartos infantis, além de sucesso, Bel obteve sua independência financeira. Ao tornar-se professora infantil, pôde mais uma vez exercitar sua criatividade ao criar paisagens divertidas para os muros e paredes da escola onde lecionava.
Bel foi aconselhada por um amigo decorador a tornar-se uma profissional, ela gostou da idéia, além da pintura em paredes, Bel passou a criar acessórios para quartos infantis, cabides, porta-retratos e lousas, entre outros objetos.

Em 1987, Bel apresentou seu trabalho à uma revista de artesanato, as peças foram publicadas e, pouco tempo depois, recebeu a proposta de criar uma festa infantil. Os primeiros trabalhos foram constituídos de desenhos pintados em cartolina e colados sobre o isopor, logo Bel partiu para a confecção de esculturas.

Os pedidos para que começasse a ensinar sua técnica não demoraram à chegar, para se aperfeiçoar cada vez mais, ela iniciou uma pesquisa em livros de arte, de histórias infantis, de pintura e até hidráulica e iluminação para poder montar peças com luzes, movimentos e quedas d'água. Hoje, ao criar uma decoração, Bel desenvolve um projeto quase arquitetônico. Depois de escolher o tema cuidadosamente, determina os elementos de composição da mesa, do painel e do ambiente. Em separado, cada um desses elementos são meticulosamente desenhados obedecendo uma proporção para que a decoração fique harmoniosa. Só então, com tudo bem definido, ela parte para a execução efetiva, fazendo os moldes, recortando e esculpindo as peças.

Artesanado na Rede - Quais são os materiais que você utiliza no seu trabalho?

Bel Godinho - Para fabricar os enfeites em isopor são necessários desde materiais de desenho, pintura, todo tipo de ferramenta, papéis, fitas decorativas, isopor de vários tipos e espessuras, equipamentos para cortar isopor , micromotores e materiais elétricos em geral.

Artesanado na Rede - Você pesquisa a utilização de outros materiais ?

Bel Godinho - A pesquisa acontece o tempo inteiro. Desde a criação do cenário da mesa, até a construção do mesmo.
Para criar pesquiso em livros infantis, vejo o filme e fico antenada em tudo o que acontece no mundo comercial ligado à criança. Todo material novo que aparece, testo e aprovo ou não, dependendo da praticidade, qualidade, preço, facilidade para compra e funcionamento.

Artesanado na Rede - Onde se inspira para criar o tema que vai utilizar ?

Bel Godinho - Me inspiro nas crianças, utilizo cores adequadas e que combinem com o astral do cenário, tenho uma atração especial por projetos educativos principalmente os ecológicos.

Artesanado na Rede - A apresentação de trabalhos em revistas traz um retorno satisfatório?

Bel Godinho - Sem dúvida. As revistas são de grande importância pra divulgação do trabalho dos artistas plásticos e artesãos. A internet também é um meio forte na divulgação dos trabalhos e cursos.

Artesanado na Rede - Como se tornou uma artesã requisitada?

Bel Godinho - Realizando sempre os trabalhos com amor e dedicação, a criatividade também foi um fator importante, todos os trabalhos que apresentei até hoje em revistas são criação minha, nunca copiei nada de outras revistas de festas, minha pesquisa sempre é baseada na própria história, em enciclopédias e bibliotecas.

Artesanado na Rede - Você procura estudar e se aprimorar, onde busca obter maior conhecimento ?

Bel Godinho - Leio muito sobre todos assuntos, sou uma observadora e apaixonada pela natureza, plantas, pássaros, jardinagem. Compro revistas de artesanato em geral, tenho muito material importado, estudo os grandes pintores, aprecio pintura a óleo sobre tela, psicologia, didática são temas que sempre me interessaram muito também.

Artesanado na Rede - Em relação ao trabalho de outros artesãos, qual é o diferencial no seu trabalho ?

Bel Godinho - A área de festas é uma área que abriu um leque muito grande de opções de trabalho dando oportunidade para muitas pessoas conseguirem rapidamente fazer um curso e obter uma profissão nova. O mercado está cheio de gente oferecendo trabalhos de todos os tipos, alguns muito caprichosos outros mal feitos. Ao meu trabalho dedico muito amor e carinho e procuro sempre o melhor nos acabamentos.
Artesanado na Rede - Como divulga e vende seu trabalho ?
Bel Godinho - Em revistas, pelo meu site na internet, programas de TV, feiras e parcerias com indústrias da área de festas.

Artesanado na Rede - Você vive somente do artesanato ?

Bel Godinho - Exatamente.

Artesanado na Rede - Você emprega outras pessoas ?

Bel Godinho - Não.

Artesanado na Rede - O mercado está receptivo à trabalhos como o seu ?

Bel Godinho - Os cursos provam isso. É gratificante ver a nova aluna, às vezes que nem sabia desenhar, ao decorrer do curso já receber encomendas. Atendo desde a mãe ou avó que querem aprender para fazer festinhas pra família até profissionais da área que estão iniciando algum negócio novo e precisam aprender as técnicas de fabricação. Têm muitos profissionais da área que procuram o curso pra melhorar a qualidade dos seus trabalhos. Em todas as cidades do Brasil estão montando lojas de festas ou buffets, há 15 anos a área vem crescendo e a tendência, claro, é continuar afinal teremos sempre crianças no mundo, não é?

Artesanado na Rede -Você acha que é dado artesão e ao artesanato o valor que merecem?

Bel Godinho - O artesão ou artista plástico tem que se valorizar, isso é possível quando o profissional procura se aprimorar apresentando um trabalho de primeira qualidade e criativo. Cobrar barato pode ser uma faca de dois gumes, há o cliente que acha o barato possivelmente ruim. Há também o mal profissional que só tem essa opção e aí o cliente sai prejudicado. Quanto ao artesanato é muito gratificante porque toda produção bem feita é vendida com certeza.

 
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