Revista Festas Infantis da Editora Casa Dois - Edição
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Mãos
de fada
Bel Godinho conta como que a arte de esculpir se enraizou em
sua vida.
A paulistana da garoa
Bel Godinho, não imaginava, há mais de 28 anos, que
seria reconhecida no mercado de festas infantis.
Formada em Educação
Física, abandonou a profissão assim que sua filha
nasceu e passou a se dedicar às artes.
Comecei a fazer pintura decorativa em quartos de bebês
e, por insistência das editoras, passei a criar festas infantis
para várias revistas, conta.
Filha de comerciantes, desde
menina Bel fazia artesanatos para vender. A arte já era sua
paixão. Lembro sempre que uma pesquisa de mercado que
me informaram na época que comecei: a área de eventos
e festas é uma das que mais vão crescer no Brasil,
recorda. Desde então, estudos e pesquisas na área
passaram a ser constantes no dia a dia de Bel.
A primeira decoração
criada por ela foi para sua filha, hoje com 28 anos. Fiz a
festa do palhacinho. Na época, era tudo feito em papel e
tinha a força da bisavó dela , que era
uma italiana que adorava festança, comenta.
A decoradora é especialista em cursos de isopor e executa
alguns trabalhos de esculturas para vitrines e agências de
publicidade. Em seu ateliê, ministra aulas que ensinam técnicas
de isopor, produz apostilas com projetos de enfeites, e tem vídeo-cursos
de isopor e fibra de vidro. Além disso desenvolve criações
para revistas e programas de televisão, sempre em parceria
com indústrias que desenvolvem equipamentos e matérias-primas
para o seguimento. Os setores que pagam melhor pelo serviço
do escultor de isopor são as agências de publicidade
e decoração de vitrines de comércios.
Sobre o futuro do mercado de
festas infantis, a decoradora ressalta que tem boas perspectivas,
pois nota que está em crescimento.
Sempre bastante comunicativa,
Bel se relaciona com vários profissionais da área
e fabricantes, visita feiras e se utiliza da internet para manter-se
atualizada.
Para a decoradora, os temas
da moda são: Bem 10, Fada Sininho, Moranguinho e Moranguinho
Baby, Peter Pan, Carros Disney e Urso Pooh. Os clássicos
também são sempre pedidos, como Cinderela, Branca
de Neve, Pequena Sereia e Princesas. Alice no País das Maravilhas
entrou na moda com o filme, e o Pequeno Príncipe agrada aos
alternativos, considera.
Entre os trabalhos que mais
gostou de fazer, a artista destaca: foi o Buda, esculpido
a partir de um grande bloco de isopor e pintado de dourado.
Para cada trabalho, Bel aponta
uma inspiração: sempre penso o que a criança
vai achar. Um dos lemas da minha vida é fazer o bem!.
Com quase 3 décadas
de experiência na área, a decoradora já passou
por diversas situações, algumas curiosas, outras engraçadas
e, hoje, recorda uma que sempre a faz rir. Lembro de uma história
que aconteceu logo no comecinho de minha carreira, quando eu alugava
festinhas. O aniversário foi em uma chácara, e a mesa
temática da floresta estava montada lá. Começou
o Parabéns e a cliente me pediu para tirar fotos
com a máquina dela. Aceitei e fiquei a postos. Do outro lado
da mesa, um painel de girafinha descolou da parede. De pronto, um
dos convidados pegou o painel, olhou para o alto, viu um daqueles
ferros de cortina espetado na parede e espetou a testa da girafa
nele. Então, eu logo vi aquele ferro transpassando o painel,
atravessando a girafa. Imagine a minha situação,
brinca.
Publicado em setembro/2010
Texto: Janaina
Medeiros
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Pingue-Pongue
O que lhe deixa feliz:
estar com os pés na areia olhando o mar.
O que lhe deixa triste: ver o lixo que as pessoas jogam
na rua.
Trabalho que gostaria de fazer: do tema Fifi e Floriguinhos
Sua inspiração: amor ao próximo
Bel Godinho em uma palavra: guerreira
Saudades: de velejar
Lugar que gostaria de conhecer: Bahia e Itália
Para quem montaria uma festa: meu neto
Dificuldade do mercado: fazer alguns clientes acreditarem
que ainda existem profissionais honestos, principalmente quem
está começando na profissão.
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Revista
Mãos de Ouro da Editora Abril - Edição 31

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Entre
nessa festa
Conheça
o mundo da festeira Bel Godinho, povoado de castelos, princesas,
fadas e muitos e muitos bichinhos que alegram e enfeitam o aniversário
da criançada.
Para a festeira Bel Godinho,
a descoberta do artesanato se deu aos 10 anos de idade quando, na
escola, pintou uma estátua de gesso. Gostou tanto da experiência
e do resultado que fez outras peças para vender. Entusiasmada
com o retorno, seguiu pincelando camisetas e panôs para quartos
infantis, dando os primeiros passos em direção à
sua independência financeira. Na seqüência, tornou-se
professora, responsável pela recreação de uma
escola infantil onde, com sua ajuda, teve a pintura comum dos muros
e das paredes das salas de aula substituída por alegres paisagens.
Aproveitando essa experiência,
Bel caprichou também na decoração do quarto
da filha que estava para nascer. Um amigo decorador sugeriu-lhe
usar esse talento profissionalmente e a sugestão foi aceita.
Nessa nova fase, como complemento
da pintura em paredes, Bel passou a criar acessórios para
quartos infantis que ela mandava recortar em madeira e depois coloria.
Eram cabides, porta-retratos e lousas, entre outros objetos.
Pensando em dar impulso à
carreira, em 1987, resolveu mostrar seu trabalho para uma revista
de artesanato. as peças foram publicadas e, pouco tempo depois,
recebeu a proposta de criar uma festa infantil. Os primeiros trabalhos
eram constituídos de desenhos pintados em cartolina e colados
sobre o isopor. Foi um sucesso! Bel gostou de trabalhar com esse
novo material, o isopor, e para explorá-lo melhor se lançou
à experiência da escultura. Até chegar na forma
ideal, muitos bichos viraram monstrinhos e tiveram que ser refeitos
inúmeras vezes.
Dominada a técnica,
começaram a chegar pedidos de aulas. Paralelo ao curso, ela
estudou, pesquisando livros de arte, de histórias infantis,
de pintura e até hidráulica e iluminação
para poder montar peças com luzes, movimentos e quedas d'água.
Hoje, ao criar uma decoração, Bel desenvolve um projeto
quase arquitetônico. Depois de escolher o tema, cuidadosamente
determina os elementos de composição da mesa, do painel
e do ambiente. Em separado, cada um desses elementos são
meticulosamente desenhados obedecendo uma proporção
para que a decoração fique harmoniosa. Só então,
com tudo bem definido, ela parte para a execução efetiva,
fazendo os moldes, recortando e esculpindo as peças.
Toda essa experiência
é repartida com seus alunos: mil, ao longo de cinco anos.
Bel também oferece cursos à distância, através
de apostilas, e ainda fornece moldes de castelos, personagens variados,
árvores, bichos e tudo o que for solicitado, desenhados em
tamanho natural. Ela também produziu um vídeo, ensinando
passo a passo como montar uma festa completa. Segundo ela, para
se dar bem nessa área, é preciso gostar de artesanato.
Depois, ter paciência e perseverança, porque o trabalho
é demorado. Um castelo, por exemplo, pode levar até
dez dias para ser concluído.
Publicado em novembro/1999
Texto: Virgínia
Guedes
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Revista Enfeites Para Festa da Editora Escala - Edição
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Fabricando
sonhos
Em 20 anos de atividade, a festeira Bel Godinho já
perdeu as contas de quantos trabalhos criou, mas sabe que fez muita
gente feliz transformando sonhos em realidade.
O interesse pela arte surgiu
muito cedo na vida da paulista Bel Godinho, quando ela ainda tinha
dez anos de idade e passou a se interessar por desenho e pintura.
Os trabalhos realizados em gesso, panôs e camisetas já
indicavam sua inclinação para áreas infantis.
Mas foi bem mais tarde, já adulta, que Bel passou a encarar
sua arte como atividade profissional: "Além de pintura
em paredes, comecei a criar acessórios para quartos infantis,
vitrines e estandes de feiras, utilizando papel, tecido, madeira
e isopor como matéria-prima", lembra.
Depois de conquistar um grande
número de clientes com a qualidade dos trabalhos que desenvolvia,
a artesã passou a desenvolver peças para revistas
especializadas em decoração de festas infantis. "Foram
mais de 80 publicações", diz ela. Daí
a ministrar cursos sobre as técnicas desenvolvidas não
demorou muito. impulsionada pelo sucesso de suas criações
no mercado, Bel Godinho passou a dividir com seus alunos toda a
experiência adquirida ao longo dos anos produzindo, além
dos inúmeros enfeites para decoração de festas,
apostilas e vídeos.
Hoje, depois de vinte anos
atuando na área de festas, Bel se sente realizada profissionalmente,
principalmente por poder trabalhar com os sonhos de seus clientes.
"Nós festeiros trabalhamos com crianças, pais,
avós e tias que tentam trazer para dentro de um salão
e para cima de uma mesa os sonhos que estão difíceis
de encontrar nas notícias da TV".
Publicado em outubro/2002
Texto: Gyselly
Mendes
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Entrevista para o site Artesanato na Rede  |
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Bel Godinho
Aos 10 anos, Bel Godinho pintou uma estátua de gesso na escola, se encantou com o resultado e começou a fazer peças para vender. O bom resultado fez com que ela começasse a pintar também camisetas e panôs para quartos infantis, além de sucesso, Bel obteve sua independência financeira. Ao tornar-se professora infantil, pôde mais uma vez exercitar sua criatividade ao criar paisagens divertidas para os muros e paredes da escola onde lecionava. |
Bel foi aconselhada por um amigo decorador a tornar-se uma profissional, ela gostou da idéia, além da pintura em paredes, Bel passou a criar acessórios para quartos infantis, cabides, porta-retratos e lousas, entre outros objetos.
Em 1987, Bel apresentou seu trabalho à uma revista de artesanato, as peças foram publicadas e, pouco tempo depois, recebeu a proposta de criar uma festa infantil. Os primeiros trabalhos foram constituídos de desenhos pintados em cartolina e colados sobre o isopor, logo Bel partiu para a confecção de esculturas.
Os pedidos para que começasse a ensinar sua técnica não demoraram à chegar, para se aperfeiçoar cada vez mais, ela iniciou uma pesquisa em livros de arte, de histórias infantis, de pintura e até hidráulica e iluminação para poder montar peças com luzes, movimentos e quedas d'água. Hoje, ao criar uma decoração, Bel desenvolve um projeto quase arquitetônico. Depois de escolher o tema cuidadosamente, determina os elementos de composição da mesa, do painel e do ambiente. Em separado, cada um desses elementos são meticulosamente desenhados obedecendo uma proporção para que a decoração fique harmoniosa. Só então, com tudo bem definido, ela parte para a execução efetiva, fazendo os moldes, recortando e esculpindo as peças.
Artesanado na Rede - Quais são os materiais que você utiliza no seu trabalho?
Bel Godinho - Para fabricar os enfeites em isopor são necessários desde materiais de desenho, pintura, todo tipo de ferramenta, papéis, fitas decorativas, isopor de vários tipos e espessuras, equipamentos para cortar isopor , micromotores e materiais elétricos em geral.
Artesanado na Rede - Você pesquisa a utilização de outros materiais ?
Bel Godinho - A pesquisa acontece o tempo inteiro. Desde a criação do cenário da mesa, até a construção do mesmo.
Para criar pesquiso em livros infantis, vejo o filme e fico antenada em tudo o que acontece no mundo comercial ligado à criança. Todo material novo que aparece, testo e aprovo ou não, dependendo da praticidade, qualidade, preço, facilidade para compra e funcionamento.
Artesanado na Rede - Onde se inspira para criar o tema que vai utilizar ?
Bel Godinho - Me inspiro nas crianças, utilizo cores adequadas e que combinem com o astral do cenário, tenho uma atração especial por projetos educativos principalmente os ecológicos.
Artesanado na Rede - A apresentação de trabalhos em revistas traz um retorno satisfatório?
Bel Godinho - Sem dúvida. As revistas são de grande importância pra divulgação do trabalho dos artistas plásticos e artesãos. A internet também é um meio forte na divulgação dos trabalhos e cursos.
Artesanado na Rede - Como se tornou uma artesã requisitada?
Bel Godinho - Realizando sempre os trabalhos com amor e dedicação, a criatividade também foi um fator importante, todos os trabalhos que apresentei até hoje em revistas são criação minha, nunca copiei nada de outras revistas de festas, minha pesquisa sempre é baseada na própria história, em enciclopédias e bibliotecas.
Artesanado na Rede - Você procura estudar e se aprimorar, onde busca obter maior conhecimento ?
Bel Godinho - Leio muito sobre todos assuntos, sou uma observadora e apaixonada pela natureza, plantas, pássaros, jardinagem. Compro revistas de artesanato em geral, tenho muito material importado, estudo os grandes pintores, aprecio pintura a óleo sobre tela, psicologia, didática são temas que sempre me interessaram muito também.
Artesanado na Rede - Em relação ao trabalho de outros artesãos, qual é o diferencial no seu trabalho ?
Bel Godinho - A área de festas é uma área que abriu um leque muito grande de opções de trabalho dando oportunidade para muitas pessoas conseguirem rapidamente fazer um curso e obter uma profissão nova. O mercado está cheio de gente oferecendo trabalhos de todos os tipos, alguns muito caprichosos outros mal feitos. Ao meu trabalho dedico muito amor e carinho e procuro sempre o melhor nos acabamentos.
Artesanado na Rede - Como divulga e vende seu trabalho ?
Bel Godinho - Em revistas, pelo meu site na internet, programas de TV, feiras e parcerias com indústrias da área de festas.
Artesanado na Rede - Você vive somente do artesanato ?
Bel Godinho - Exatamente.
Artesanado na Rede - Você emprega outras pessoas ?
Bel Godinho - Não.
Artesanado na Rede - O mercado está receptivo à trabalhos como o seu ?
Bel Godinho - Os cursos provam isso. É gratificante ver a nova aluna, às vezes que nem sabia desenhar, ao decorrer do curso já receber encomendas. Atendo desde a mãe ou avó que querem aprender para fazer festinhas pra família até profissionais da área que estão iniciando algum negócio novo e precisam aprender as técnicas de fabricação. Têm muitos profissionais da área que procuram o curso pra melhorar a qualidade dos seus trabalhos. Em todas as cidades do Brasil estão montando lojas de festas ou buffets, há 15 anos a área vem crescendo e a tendência, claro, é continuar afinal teremos sempre crianças no mundo, não é?
Artesanado na Rede -Você acha que é dado artesão e ao artesanato o valor que merecem?
Bel Godinho - O artesão ou artista plástico tem que se valorizar, isso é possível quando o profissional procura se aprimorar apresentando um trabalho de primeira qualidade e criativo. Cobrar barato pode ser uma faca de dois gumes, há o cliente que acha o barato possivelmente ruim. Há também o mal profissional que só tem essa opção e aí o cliente sai prejudicado. Quanto ao artesanato é muito gratificante porque toda produção bem feita é vendida com certeza.
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